Hoje o vento bate-me na face,
ondula-me os cabelos,
ganhando asas moderadas,
de quem contudo,
não foge ao que lhe pertence.
Volto a sentir,
mais que não seja,
este ar que se manifesta.
Embalada pelas árvores,
que para mim, hoje,
são catedrais,
ecoando nos seus orgãos,
magistrais melodias,
puras mas fortes.
Esta existência certa,
que inactivamente temos.
O lago é o espelho da circunstância,
que aqui se define pelo verde musgo,
amarelecido de uma outono que se faz chegar.
Mas ainda quente, muito quente...
Quente como o meu coração,
ventoso como a minha mente,
seco como a minha saudade.
Neste lago que descreve
a circunstância de quem nele se reflecte.
Ai dói, dói,
Dói este vento que bate na face,
este som que quer embalar,
esta pureza forte e irritante.
05/11/2009
27/10/2009
02/11/2008
A árvore do Avô
Existe uma árvore,
No fundo do Jardim da Luisa
É uma macieira.
O Vitor, irmão de Luisa,
disse que começou como semente
E que cresceu e cresceu.
E disse também
que essa árvore,
Onde brincavam com o avô,
Há - de lá estar para sempre.
O avô deles,
Também já foi bébe,
E cresceu.
O Vitor diz que ele ia à escola,
que trepava aos coqueiros,
E via o mar lá do alto.
Quando Já era crescido,
Casou com a avó, E foi pai da nossa mãe,
E da tia Melissa,
E do tio Vitor,
E nosso avô.
_É a vida_ dizia ele.
Na Primavera,
A Macieira
Fica coberta de flores.
No Verão
Crescem as maçãs
No Outono,
caem as folhas.
No Inverno,
Fica coberta de neve.
às vezes, as coisas morrem,
como as árvores,
como as pessoas,
como o avô.
Mas não vão embora
Para sempre.
Permanecem...
Porque as recordamos.
A Luisa plantou uma semente,
Para o avô,
Mesmo junto da macieira.
Quando está triste,
O Vitor pega-lhe na mão,
E regam juntos a semente.
E a semente há-de crescer,
E crescer
E mudar
E mudar muito.
E hão-de amá-la sempre
E para sempre....
como sempre amarão
O avô.
IRISH COOKE
The Grandad Tree
Existe uma árvore,
No fundo do Jardim da Luisa
É uma macieira.
O Vitor, irmão de Luisa,
disse que começou como semente
E que cresceu e cresceu.
E disse também
que essa árvore,
Onde brincavam com o avô,
Há - de lá estar para sempre.
O avô deles,
Também já foi bébe,
E cresceu.
O Vitor diz que ele ia à escola,
que trepava aos coqueiros,
E via o mar lá do alto.
Quando Já era crescido,
Casou com a avó, E foi pai da nossa mãe,
E da tia Melissa,
E do tio Vitor,
E nosso avô.
_É a vida_ dizia ele.
Na Primavera,
A Macieira
Fica coberta de flores.
No Verão
Crescem as maçãs
No Outono,
caem as folhas.
No Inverno,
Fica coberta de neve.
às vezes, as coisas morrem,
como as árvores,
como as pessoas,
como o avô.
Mas não vão embora
Para sempre.
Permanecem...
Porque as recordamos.
A Luisa plantou uma semente,
Para o avô,
Mesmo junto da macieira.
Quando está triste,
O Vitor pega-lhe na mão,
E regam juntos a semente.
E a semente há-de crescer,
E crescer
E mudar
E mudar muito.
E hão-de amá-la sempre
E para sempre....
como sempre amarão
O avô.
IRISH COOKE
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