Quando pensamos, pensamos mal,
Quando meticulamos, fazêmo-lo mal,
Quando projectamos, pensamos
e se pensamos, pensamos mal.
A alma é intrínseca ao pensamento,
logo se pensar é pensar mal,
"almar" é fazê-lo mal.
Sentimos porque pensamos
Se pensamos, pensamos mal,
por isso
o sentir é um mau sentir.
Desejamos quando não pensamos
mas ainda assim
desejamos porque a alma deseja
e se "almar" é mau,
logo desejar é mau.
Se o pensar, o ter alma e o desejar
é fazê-lo mal!
Porque tem a condição humana de fazê-lo?
Porque ligamos a pessoa a um espírito?
E esse espírito interpõe a existência de alma e de mal?
Porque o transcendente, um dia, nos impeliu o mal
e se esqueceu de mostrar o Bem?
O Bem estará no não mal
assim encontra-se o Bem
não na alma, nem no pensamento, nem no desejo.
Onde se encontra então?
Onde está o Bem na pessoa?
Pessoa e Bem unem-se na calma do ar.
Talvez o Bem esteja para a pessoa,
Como o ar.
Sem atitude mas omnipresente,
tornando-se mal
quando o vento o manifesta.
Será essa a essência do Bem?
Só se manifesta quando não há atitude.
E quando o vento da alma e do pensamento incorre
há necessária e fatalmente ocorrência do mal.
A pessoa vive na dualidade
da operância e da passividade.
sendo a primeira infortunadamente
uma expressão de mal.
A passividade promove a omnipresença do bem
mas a negação de uma existência
Não existir é não ser pessoa.
Como pode a pessoa não existindo,
ser o Bem,se o Bem
implica atitude altruísta.
É difícil, é complicado
e com isto já a pessoa volta a pensar,
a expressar o mal!
A passividade origina abdicação,
a abdicação implica a ausência,
a ausência implica a não vida
e a não vida não se coado-na com o bem.
Qual é o significado da pessoa e do viver?
A passividade não o será.
Há um intervalo onde ela se poderá adaptar
O intervalo entre o ser e o não ser,
é indefinido logo não o penso,
é desconhecido logo não o "almo"
é insensível logo não o desejo.
Sim viver no meio,
pendurado no pêndulo,
que ora é ora não é.
10/03/2010
09/03/2010
Um Compasso quartenário e sinto-me feliz
Descalcei-me das pedras enfadonhas do dia...subi as escadas do teatro e percorri o sotão até mirar a grande espelho.
A musica, a dança, enfim a arte em geral sempre foi o grande descompressor. Estou cada vez mais ciente de que se trata do verdadeiro caminho para a felicidade e para a verdade. Será por meio deste que sairei das sombras da "Alegoria da Caverna" e conhecerei o que realmente importa nesta vida mediocre e repleta de superficialidade.
Ouve se salsa, a dança desmesurada e arrebatadora de um povo reprmido que adquire a sua alegria no contorno de enlaces perfeitos, contactos corporais intensos e onde a agitação da melodia os eleva num estado de zen, se o relacionássemos com o mundo oriental. Diria também que fazem nas ruas de Cuba grandes manifestações de delirio saudável, tal como na época clássica o faziam as ninfas domadas pelas inspirações dionisicas.
Enfim começa a aula...a salsa danca-se num compasso quartenário e a frase faz-se de dois quartenários..tudo o resto é condução...conduzem e nós mulheres delizamos pela sala numa efusiva excitação e tudo o resto se difunde...que sensação de elevação...
Para quando uma condução certeira para esta vida ...
A musica, a dança, enfim a arte em geral sempre foi o grande descompressor. Estou cada vez mais ciente de que se trata do verdadeiro caminho para a felicidade e para a verdade. Será por meio deste que sairei das sombras da "Alegoria da Caverna" e conhecerei o que realmente importa nesta vida mediocre e repleta de superficialidade.
Ouve se salsa, a dança desmesurada e arrebatadora de um povo reprmido que adquire a sua alegria no contorno de enlaces perfeitos, contactos corporais intensos e onde a agitação da melodia os eleva num estado de zen, se o relacionássemos com o mundo oriental. Diria também que fazem nas ruas de Cuba grandes manifestações de delirio saudável, tal como na época clássica o faziam as ninfas domadas pelas inspirações dionisicas.
Enfim começa a aula...a salsa danca-se num compasso quartenário e a frase faz-se de dois quartenários..tudo o resto é condução...conduzem e nós mulheres delizamos pela sala numa efusiva excitação e tudo o resto se difunde...que sensação de elevação...
Para quando uma condução certeira para esta vida ...
Quando o dia passa sobre o dia, se atropela sem real conceito, quase uma devastadora destruição...causada por um qualquer terramoto interior e fulminando e assustando com a previsão de um tsunami..a natureza com a sua verdade devastadora que reflecte a condição sensível a frágil desta vida cansada que levo...
As árvores aqui não se despem no Inverno,
Mantém-se perpétuas,
Engrandecidas na sua robustez,
Os órgãos não ululam hoje, ouvem-se finamente.
Uma melodia rasgada pelas asas das aves
Que esvoaçam e cortam de rasgos negros o céu azul.
O vento não corta a face,
E a sombra encara a realidade.
Coloquei-me ao sol ...
Esperava as árvores despidas, as aves quietas
a envolvência diferente...
Não a encontrei assim...
Está paralela...com cores diferentes,
tons mais decididos e frios
verdes e castanhos esbatidos num chão cru.
Domina o frio interrompido por notas quentes
de um sol alto de inverno...
Voltarei na Primavera para ver a mudança,
E Esperar por essa mudança
dentro de mim.
Olhar o lago e a reflexão de uma imagem risonha,
rasgada e florida.
O desenho de uma circunstância povoada de alegrias e calmias.
Mantém-se perpétuas,
Engrandecidas na sua robustez,
Os órgãos não ululam hoje, ouvem-se finamente.
Uma melodia rasgada pelas asas das aves
Que esvoaçam e cortam de rasgos negros o céu azul.
O vento não corta a face,
E a sombra encara a realidade.
Coloquei-me ao sol ...
Esperava as árvores despidas, as aves quietas
a envolvência diferente...
Não a encontrei assim...
Está paralela...com cores diferentes,
tons mais decididos e frios
verdes e castanhos esbatidos num chão cru.
Domina o frio interrompido por notas quentes
de um sol alto de inverno...
Voltarei na Primavera para ver a mudança,
E Esperar por essa mudança
dentro de mim.
Olhar o lago e a reflexão de uma imagem risonha,
rasgada e florida.
O desenho de uma circunstância povoada de alegrias e calmias.
05/11/2009
Hoje o vento bate-me na face,
ondula-me os cabelos,
ganhando asas moderadas,
de quem contudo,
não foge ao que lhe pertence.
Volto a sentir,
mais que não seja,
este ar que se manifesta.
Embalada pelas árvores,
que para mim, hoje,
são catedrais,
ecoando nos seus orgãos,
magistrais melodias,
puras mas fortes.
Esta existência certa,
que inactivamente temos.
O lago é o espelho da circunstância,
que aqui se define pelo verde musgo,
amarelecido de uma outono que se faz chegar.
Mas ainda quente, muito quente...
Quente como o meu coração,
ventoso como a minha mente,
seco como a minha saudade.
Neste lago que descreve
a circunstância de quem nele se reflecte.
Ai dói, dói,
Dói este vento que bate na face,
este som que quer embalar,
esta pureza forte e irritante.
ondula-me os cabelos,
ganhando asas moderadas,
de quem contudo,
não foge ao que lhe pertence.
Volto a sentir,
mais que não seja,
este ar que se manifesta.
Embalada pelas árvores,
que para mim, hoje,
são catedrais,
ecoando nos seus orgãos,
magistrais melodias,
puras mas fortes.
Esta existência certa,
que inactivamente temos.
O lago é o espelho da circunstância,
que aqui se define pelo verde musgo,
amarelecido de uma outono que se faz chegar.
Mas ainda quente, muito quente...
Quente como o meu coração,
ventoso como a minha mente,
seco como a minha saudade.
Neste lago que descreve
a circunstância de quem nele se reflecte.
Ai dói, dói,
Dói este vento que bate na face,
este som que quer embalar,
esta pureza forte e irritante.
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